Sábado, 10 de Maio de 2008

Na terra dos vígaros

Pinto da Costa é um mafioso. Toda a gente acha que ele é um aldrabão e corrupto e não sei mais o quê, mas ele é mais que isso: ele é o Padrinho.

Agora foi provado que untou as mãos de árbitros. Os árbitros foram suspensos durante anos e o próprio Jorge Nuno recebeu uma suspensão, no entanto toda a gente esperava mais... algo mais... por exemplo, que o clube que esse senhor representa, fosse destituído de títulos, despromovido de divisão ou mesmo irradiado do futebol Português.

Ingénuos os que esperavam isso.

Porque o Padrinho nunca deixaria cair em desgraça a Família, é óbvio. E tão óbvio é que o dito clube, nem castigado foi. A menos que chamem ser castigado a perder 6 pontos que não têm qualquer espécie de significado neste campeonato.

Mas o Boavista foi despromovido. O BFC foi despromovido, mas o FCP não. Não se entende porquê.

Há quem queira explicar, mas só entende quem tem como preferência cromática, o azul-e.branco.

Pinto da Costa foi suspenso.

Mas suspenso de quê?

Alguém me sabe explicar? A sua suspensão impedi-lo-à de corromper mais árbitros? Impedi-lo-à de pegar no telemóvel e mandar entregar relógios de ouro? De pagar viagens? De encomendar meninas?

Óbvio que não.

O Padrinho nunca parará e o seu clube continuará a ter muitos e grandes sucessos. Não tenho dúvidas.

O que eu gostava de saber é de onde virá agora a cagança dos adeptos desse clube de futebol. Como conseguirão, agora que está provada a corrupção em tribunal, continuar a acreditar que o Porto ganha jogos apenas e só porque joga bem.

Porque jogam bem, não tenho dúvidas! Mas quando a inspiração falha, nada como um árbitro bem mandado para organizar melhor as contas.

É pena que o nosso país seja uma piada - e ainda por cima se graça. É pena que se cometam crimes e se saia impune. Mas o que é ainda mais lamentável, é que o futebol é só um jogo, mas é espelho do país: quantos autarcas corruptos teremos a aprovar urbanizações? Quantos secretários de estado, quantos deputados? Alguns ministros também, talvez? E funcionários, notários e demais vigários?

É assim, nesta terra...

sinto-me: cada vez mais indiferente
publicado por pedrocs às 21:45
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Sexta-feira, 14 de Setembro de 2007

O mártir da época

Eu nunca tenho problemas quando as coisas correm mal. Não preciso de mudar de opinião, porque já odeio toda a gente.
E o mesmo se passa com esse passarão do Scolari que sempre teve cara de rufia e que finalmente lá mostrou a sua face.
Se diz que se Portugal não for ao Euro, todo o país perde, então como justifica aquele sopapo à menina que assentou no Sérvio?
Quer ser ele, sozinho, a prejudicar "todo o país"?
De qualquer maneira nada disso me interessa, o que eu não suporto mesmo é que o melhor treinador do mundo seja português - chama-se Mourinho - e que nós tenhamos que levar com um brazuca acabado como seleccionador.
O que fez o Scolari pela selecção que realmente conte? Nada. Nem a porra do europeu organizado em casa, ele foi capaz de ganhar. A única coisa que parece interessar-lhe é ajudar conterrâneos a obter passaportes portugueses para poderem jogar na nossa selecção, já que na do país de origem deles, ninguém os quer.
Não se iludam: eu também odeio o Mourinho, mas ele é o único que faz sentido ter à frente da Selecção neste momento.
E mais: o futebol internacional entre nações não devia permitir treinadores estrangeiros. Se todos os jogadores têm que ter nacionalidade da selecção que representam, porque é que os treinadores podem ser estrangeiros? Não faz sentido.
Defendo que todos os jogadores e treinadores tenham que ser nascidos no país que representam e acabou!
Odeio esta palhaçada toda.
sinto-me: Esfomeado
publicado por pedrocs às 10:33
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Terça-feira, 21 de Agosto de 2007

Fernando Santos, treinador mais triste de Portugal

Desde que conheci o Fernando Santos... creio que como treinador dos lagartos... ou foi dos tripeiros? Não me lembro, mas desde que o conheci que o odeio.
É um homem com uma cara triste, semblante sempre preocupado e uma pele macilenta e descolorada.
Quando o Benfica o contratou para treinador, fiquei surpreendido: mas então, o Camacho não está desempregado? Porque é que foram contratar o treinador mais triste do mundo?
Não percebi. Acho que ninguém percebeu.
O tristonho veio, só fez merda, perdeu tudo o que havia para perder e pôs a equipa a jogar como um bando de pacientes clinicamente deprimidos do Miguel Bombarda.
E ainda por cima, o gajo diz-se surpreendido por ter sido despedido. Diz que não acha normal despedir um treinador que há 15 dias ganhou o torneio do Guadiana (essa bela trampa), e um jogo para a Champion's.
Bom, assim sendo, deviam era dar um carro novo ao Rui Costa, porque se alguém ganhou o jogo, foi ele.
Portanto, odeio o Fernando Santos três vezes. Primeiro: porque ele é odiável, depois porque ele andou um ano a empatar o Benfica e finalmente porque se foi embora.
Eu explico: é que eu fiquei contentíssimo por ele se ir embora.
E EU ODEIO ESTAR CONTENTE!
sinto-me: ÓDIOOOOOOOOO
música: "Tubular Bells" - Mike Oldfield
publicado por pedrocs às 17:51
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Quinta-feira, 28 de Dezembro de 2006

Selecção de restos

Deco é um grande jogador - odeio-o, mas o gajo joga bem. Mas mais do que isso, Deco foi uma precedência perigosíssima: um sinal de que a selecção nacional era um excelente "balde dos restos", para a selecção brasileira.
A máxima passou a ser: cara, não tem lugar no escrete? Não tem problema não! Vem ser português e jogar na selecção dos tugas!
Nos jornais de ontem já vinha anunciado que Pepe terá a nacionalização pronta no ano que vem e que Scolari pretende chamá-lo rapidamente à selecção.
Não só há por aí centenas de jogadores de futebol portugueses que nunca vestirão a camisola da selecção e que devem ficar um bocado aborrecidos, como há por aí centenas de imigrantes brasileiros que se perguntam a que guichet se dirigem os jogadores de futebol para obterem nacionalidade tão depressa.
Se ter um seleccionador estrangeiro já é mau - acho que se é a selecção nacional, porra, que seja nacional - ter um jogador brasileiro é ainda pior... e a partir dos dois, acho que a coisa devia deixar de se chamar "selecção nacional" e passar a chamar-se "selecção colonial".
Odeio a selecção colonial!
sinto-me: Enjoado das tripas
música: Silêncio odioso
publicado por pedrocs às 12:53
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Sábado, 1 de Julho de 2006

Vive la France!

Só para dizer que odeio essa mania bacoca de que temos que torcer por equipas que vêm de países onde por acaso se fala português.

É difícil ser-se mais bimbo do que ter apreço palonço pelas ex-colónias.

Assim, depois de ver Portugal nas meias, nada me satisfez mais do que ver o Brasil a fazer as malas. Pode ser que assim se calem finalmente com os desejos de uma final Portugal-Brasil para ficarem dois países lusófonos nos dois primeiros lugares. Bimbos!
publicado por pedrocs às 23:33
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Quinta-feira, 29 de Junho de 2006

O ódio é imortal

O ódio não tem mexido.

Naturalmente, as pessoas aproximam-se, dão-lhe com a biqueira do sapato e o gajo: moita carrasco.

Isto leva a populaça à conclusão óbvia: 'tá morto.

Mas desenganem-se. O ódio é imortal. O tempo e o espaço são infinitos. O ódio, também.

Hoje quero falar-vos do ódio pelo mundial de futebol. O mundial de futebol trás ao de cima o que de mais bimbo existe nesta crosta encarquilhada a que chamamos Portugal.
O país enche-se de bandeiras da Nação, o orgulho nacionalista vem ao de cima e os jogadores de futebol são apelidados de "heróis" e "resistentes", no fim de uma partida de bola, por toda a imprensa - unânime.
"Heróis?", penso eu, "orgulho nacional?", pergunto-me.

Onde estão, afinal, os verdadeiros heróis? Aqueles que se dão, altruisticamente, a tudo e a todos, por uma causa. Por um país, uma independência, uma liberdade, ou mesmo uma pessoa.

Jogadores de bola não são heróis. Não se dão. Vendem-se.

Os heróis não se fazem pagar, não são egoístas, não são vaidosos. São também um bocado idiotas e acabam quase sempre mortos. Mas são heróis.

E o orgulho pela nação? Onde está escondido nos dois anos de intervalo entre europeus e mundiais de futebol? Onde pára, afinal, tamanha dedicação à nossa pátria quando é preciso trabalhar, melhorar, evoluír, educar, progredir, civilizar? Não existe.

É um falso orgulho. Os portugueses não têm orgulho em ser portugueses, como, por exemplo, os americaos têm em ser americanos. Lá, as bandeiras esvoaçam às portas, todos os dias. É foleiro, é piroso... é perigoso. Mas é mais real do que hastear um estandarte nacional mal desenhado (aquilo são castelos ou pénis amarelos?), dois meses, de dois em dois anos, na porta de trás do Fiat Punto.

Sejamos honestos: ou se é por Portugal sempre, ou então invente-se uma bandeira qualquer para a selecção nacional, para que não se confunda futebol com o país.

Ou então, talvez esteja errado. Talvez este país seja apenas... futebol.
publicado por pedrocs às 11:11
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