Terça-feira, 31 de Agosto de 2004

Que galante é a Armada Portuguesa

Navio da Women on Waves, cercado por navios de guerra portugueses


O Site da Women on Waves, publica foto acima sob o título "is this a war?".

A Galante Armada Portuguesa, cercou o navio da organização Holandesa impedindo-a de se dirigir para a Costa Portuguesa.

Pensei que eramos um país livre. Afinal somos uma ditadura? ... Militar?

Pelos vistos Portugal não é um país livre. Paulo Portas é um FASCISTA e, assustadoramente, parece ser ele que governa o nosso país.

Impedir o barco do aborto de atracar em Portugal é uma medida tipicamente à ditador: fechar os olhos e tentar tapar os da população. Proíbir. Vedar o contacto do país com influências externas. Fechar as fronteiras. Usar o poder militar para impedir manifestações que vão contra a política do governo... a lista continua.

Voi você que pediu um país fascista...?
publicado por pedrocs às 18:28
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Domingo, 29 de Agosto de 2004

País de totós

Portugal dá novamente a imagem internacional de país de totós. Fechado sobre si mesmo, orgulhosamente só... frase tão querida do nosso Oliveira... Portas.

Este excelso Ministro dos Assuntos do Mar decidiu ontem, como se fosse dono desta merda toda, que o barco da associação Women on Waves deveria ser proíbido de atracar em Portugal.

É bonito de se ver que, um país onde diariamente "atracam" lanchas rápidas carregadas de coca, cavalo e haxixe, consegue interditar um perigosíssimo navio a bordo do qual as mulheres são donas do seu próprio corpo... porque isso sim, é perigoso para a Saúde Pública! As toneladas de droga que entram todos os dias do país são saudabilíssimas.

Evidentemente, a ideia por trás deste navio é um bocado palhaça... enfim, é para agitar as massas, causar controvérsia e eventualmente gerar debate nos países pré-históricos como o nosso. Cabe aos governantes dos países não interferir na actuação daquela organização Holandesa e depois aceitar e participar no eventual debate sobre o assunto.

Mas os totós que governam o nosso país preferem fazer como a avestruz e enfiar a cabeça na areia. Tapar os ouvidos e cantar alto, fechar os olhos e esperar que quando os abrirem já lá não esteja o papão.

No fundo, aquilo que mais me entristece é que a Helena Sacadura Cabral não tenha feito um aborto logo às duas semanas!
publicado por pedrocs às 11:53
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Sexta-feira, 27 de Agosto de 2004

Obikwelu já tem espírito português!

Francis Obikwelu ganhou ontem o estatuto de Verdadeiro Português. Nascido Nigeriano, o atleta já tinha cidadania portuguesa, mas faltava-lhe um certo espírito nacional que obteve ontem ao ficar em quinto lugar numa corrida em que todos, no fundo, acreditávamos que ganharia a medalha de ouro.

A Selecção Nacional de Futebol é detentora do maior filão deste espírito e ainda há pouco tempo no Euro o cumpriu na plenitude: ganhou jogo após jogo, recuperando de uma posição desfavorável na abertura. Venceu a Inglaterra numa sessão de penalties dramática e levou o país inteiro a acreditar firmemente que a final mais não seria do que uma desforra contra a Grécia. Afinal, foi uma derrota patética e a impossibilidade de ganhar o título europeu.

Francis Obikwelu ganhou a medalha de prata nos 100 metros, um feito histórico para um atleta português. Ficámos logo todos na beirinha da cadeira para evr as eliminatórias dos 200 m. que ele passou com um à-vontade tal que já ninguém duvidava que Francis Obikwelu seria o primeiro atleta português a ganhar uma medalha de ouro numa prova de velocidade. Medalha essa que tornaria esta participação nacional nos Jogos Olímpicos a mais bem sucedida de sempre.

Mas eis que Obikwelu faz muito melhor que isso. Desilude completamente, à boa maneira portuguesa! Não ficou em primeiro, nem em segundo, nem tão pouco tem terceiro. Ficou em quinto lugar e ganhou assim um lugar muito especial no coração de todos os portugueses.

Francis, agora sim, és português!
publicado por pedrocs às 07:57
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Quinta-feira, 26 de Agosto de 2004

O metropolitano de Lisboa (o único do país) versão 154

Já não é a primeira vez que escrevo sobre o Metro de Lisboa (o único do país) e tenho a sensação que não será a última vez.

Isto não tem nada a ver com o facto de eu ser mau, intolerante e impaciente. Não... apesar de eu ser todas essas coisas, o meu ódio pelo Metro não tem nada a ver com isso, mas sim com o facto de o Metro ser verdadeiramente odioso.

Ontem saí do escritório às 20:45 e como eu vivo em Almada, saquei do horário dos barcos. Ora bem... para estar em casa a horas decentes convinha-me no máximo apanhar o barco das 21:30. Fiquei logo preocupado.

Fiquei preocupado porque é impossível confiar no Metro. Considerei apanhar um táxi, pagar 5 euros e estar no Cais do Sodré em 5 minutos, o que me dava até para apanhar o barco das 21.

Mas depois pensei duas vezes: para quê gastar 5 euros? Em 45 minutos, poderia estar a meio caminho do Algarve, portanto de certeza que dá para ir de Metro do centro de Lisboa até ao Cais do Sodré.

Bom... dar, deu, mas demorou 43 minutos! Até a pé, já cobri a distância do emprego até aos barcos em menos tempo!

Resultado: tive que sprintar, qual Francis Obikwelu, para conseguir apanhar o barco das 21:30 à tabela.

Bom... pelos vistos a venda de gigantescos espaços publicitários à Media Capital nas principais estações parece ainda assim não dar encaixe financeiro suficiente ao Metro de Lisboa para cobrir os custos de ter mais combóios a circular mesmo nas horas de menos movimento... e portanto, a partir das oito da noite chega a ter que se esperar 15 minutos nalgumas estações até que se veja um combóio.

Enfim... odioso.
publicado por pedrocs às 09:52
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Sexta-feira, 20 de Agosto de 2004

Só para manter a chama acesa.

Estamos na segunda metade de Agosto e as ruas estão praticamente desertas. Vir trabalhar é (ainda mais) odioso, quando os parques de estacionamento e as carruagens dos transportes públicos dão um claro sinal de que dois terços da população está calmamente de férias.

Mas aqui no ódio estamos todos a trabalhar e nãoi deixamos cair em esquecimento os nossos ódios mais fervorosos. Portanto, para não deixar apagar a fogueira do ódio, aqui ficam alguns dados sobre Pedro Santana Lopes, Primeiro Ministro da República de Portugal:

- PSL foi estudar para a Alemanha, mas desistiu a meio e voltou para casa
- PSL foi deputado do Parlamento Europeu, mas desistiu a meio e voltou para casa
- PSL casou-se, mas desistiu a meio e voltou para casa
- PSL casou-se novamente, mas desistiu a meio e voltou para casa
- PSL casou-se uma terceira vez, mas desistiu a meio e voltou para casa
- PSL teve uma empresa de Comunicação Social, mas desistiu a meio e voltou para casa
- PSL foi Presidente da Câmara da Figueira, mas desistiu a meio e voltou para casa
- PSL foi Secretário de Estado da Cultura, mas desistiu a meio e voltou para casa
- PSL foi Presidente do Sporting, mas desistiu a meio e voltou para casa
- PSL foi Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, mas desistiu a meio... e foi ser Primeiro Ministro.

Conhecido por, em pequeno, pegar na bola e ir-se embora para casa quando estava a perder ao futebol... será que ainda há esperança que Pedro Santana Lopes, Primeiro Ministro, desista a meio e vá para casa?
publicado por pedrocs às 09:38
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Quinta-feira, 19 de Agosto de 2004

O custo da guerra (a gente odeia-a)



publicado por pedrocs às 12:49
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O gosto pelo 4-2

Nem sei se vale a pena dizer alguma coisa. Depois de ter perdido por 4-2 com o Iraque e timidamente ganho a Marrocos, a selecção olímpica de futebol perdeu ontem com a Costa Rica, novamente por 4-2.

Ao que parece as bandeirinhas nas janelas só funcionam se a selecção tiver o Figo, o Rui Costa, o Maniche, o Nuno Gomes e etc. a jogar.

Odeio... enfim, vocês sabem.
publicado por pedrocs às 09:48
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Sexta-feira, 13 de Agosto de 2004

O espírito de funcionário público

É-me difícil conviver com o espírito de funcionário público.

Eu trabalho. O que não é o mesmo que dizer que estou a trabalhar 100% do tempo em que estou no escritório, mas naquilo que eu faço nunca tem havido falta de coisas para fazer e como, desde que comecei a trabalhar, sou resopnsável pela gestão do meu próprio tempo, tenho que ter atenção às tarefas, fazer previsões de ocupação de tempo e etc.

Mesmo nos dias em que não me apetece fazer nada, tenho que trabalhar. E isto não se passa apenas na empresa onde estou agora, sempre foi assim.

É portanto com ódio profundo que conheço casos ou ouço histórias daquelas pessoas que vivem o seu trabalho com aquele espírito tão conhecido no nosso país e apelidado "funcionalismo público". E mais uma vez estamos aqui a generalizar... eu odeio generalizações, mas por vezes são a maneira mais simples de transmitir uma ideia.

Vejamos, não se pode dizer que todas as pessoas que trabalham na Função Pública ajam da mesma maneira... de certeza que não, mas que existe uma grande fatia que o faz, existe, caso contrário não teria surgido o estereotipo.

Já sabemos como é: a pessoa chega a horas, todos os dias e perde uma certa parte da manhã a dispor objectos na secretária, a cumprimentar os colegas, a beber café e a dar uma vista de olhos nos sites favoritos.

Quando chega a hora de almoço, a técnica é sair para almoçar uma hora antes do chefe. Porque assim pode-se usufruir de duas horas de almoço, desde que se regresse cinco minutos antes do chefe, ele nunca saberá quanto tempo estivemos fora.

Eventualmente, depois de almoço é preciso fazer algum trabalho, qualquer coisa simples. Mas a técnica para não ter muito trabalho é implementar desde cedo uma tática de inflexibilidade: não posso, estou muito ocupado, para fazer isso tenho que largar aquilo. Mesmo que, evidentamente, não seja bem assim.

A partir das 4 horas, começa a contagem decrescente. Este tempo é passado a olhar para o relógio, à espera que sejam 5. Mandam-se uns mails com piadas para os amigos e lêem-se os mails com piadas enviados pelos amigos.

Às cinco horas é altura de arrumar as coisas. Tal como numa escola, em que toda a gente começava a arrumar as canetas pouco antes da saída, para se perder menos tempo de recreio, o funcionalista mete a carteira no bolso do casaco, arruma as canetas no copinho, põe o telemóvel ao cinto, enfim, vai arrumando as suas coisitas.

Ao toque das cinco e meia, até parece que tem molas no cu. Salta da cadeira e ala que se faz tarde pela porta fora. Amanhã há mais... do mesmo.

Eu não odeio horários... ou melhor eu ODEIO horários. Eu acredito que, se as pessoas fossem responsáveis pelo seu trabalho e se a gestão fizesse aquilo que é suposto, cada um poderia ser responsável pelo seu próprio horário, usufruindo de uma flexibilidade que só poderia aumentar a qualidade de vida de cada um de nós. Mas como o rebanho anda sempre à velocidade da ovelha mais lenta, levam os responsáveis pelos irresponsáveis e andamos assim todos a toque de pica-ponto.

O que eu queria dizer com "não odeio horários" é que acho muito bem que os horários, existindo, sejam cumpridos. E se o funcionalista público dá às de Vila Diogo ao toque da hora certa, eu e muitas outras pessoas deixamos passar o toque e mais uns quantos toques, antes de finalmente nos arrastarmos até casa.

Pessoas há até que chegam a trabalhar 24 horas de uma só assentada, hipotecando apenas a sua saúde mental.

Portanto acho que a verdade, como sempre, deve estar algures entre o tipo que chega, não faz nada e sai à tabela e o tipo que trabalha 12 horas por dia, todos os dias e ainda vai ao sábado acabar coisas.

Ou então, muito provavelmente, a verdade está numa ilha na Polinésia Francesa. É melhor eu ir lá ver...
publicado por pedrocs às 08:02
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A Selecção Olímpica

A Selecção Olímpica de Futebol perdeu ontem o primeiro jogo dos jogos Olímpicos de Atenas, contra o Iraque.

Por quatro a dois.

E um dos golos portugueses foi um auto-golo Iraquiano.

Mais alguém tem a sensação que os gajos estão a fazer de propósito para bazarem de Atenas o quanto antes? Sem desprimor para os Iraquianos que até jogaram bem, mas não me parece que tipos como o Cristiano Ronaldo prefiram estar a jogar nos Olímpicos em vez de no Manchester, arriscando a que o treinador da sua equipa coloque permanentemente outro jogador na sua posição.

Odeio a selecção olímpica.
publicado por pedrocs às 07:59
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Quarta-feira, 11 de Agosto de 2004

Publicidade temática.

Odeio publicidade temática. É insuportável e não sei como é que ainda é possível que alguém compre produtos que recorrem a este tipo de publicidade.

Aliás, julgando a qualidade da publicidade nos últimos anos, espanta-me como é que este método de promoção de produtos ainda funciona o suficiente para continuar a angariar investimento.

A publicidade temática funciona assim: durante o rock in rio, tudo é rock, tudo é música, tudo são guitarras: telemóveis e latas de cerveja, tudo. Durante o Euro 2004, tudo é futebol, bolas e relva, chuteiras e redes. De automóveis a planos de viagens tudo é futebol.

Mesmo as coisas que há uma semana atrás eram rock'n'roll.

Agora tudo é olímpico! Telemóveis olímpicos, vinho olímpico, relógios olímpicos, roupas olímpicas. É tudo olímpico!

Ou seja: os produtos à venda hoje em dia não tem características nem qualidades próprias, precisam sempre de adoptar características da época em que são publicitados. Ou são quentes como o verão, ou rápidos como os sprinters olímpicos; ou são frescos como a chuva, ou são entusiásticos como os apoiantes de futebol.

Como é possível viver no nosso tempo e não odiar publicidade?!
publicado por pedrocs às 18:04
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